Meu olhar em Psicologia
Atualizado: 27 de mai.

Hoje meu objetivo não é tratar de temas da existência humana, mas de como eu percebo a prática Psicológica no campo de trabalho.
Em minha experiência como estudante (há longos anos atrás), tive a oportunidade de realizar um Estágio Interdisciplinar em Saúde Mental que foi a base para tudo o que vivo na clínica.
Pela curiosidade da juventude e pelo desejo de aprender, me envolvi em várias frentes de trabalho dentro do complexo hospitalar, que era um Centro Psiquiátrico reconhecido por seus trabalhos envolvendo a desinstitucionalização e desospitalização.
Foi uma experiência de vida! Além de estar diante dos casos mais graves de "doença mental", era a possibilidade de conhecer a fundo aquelas pessoas, suas histórias e os motivos que as levaram ao adoecimento. Mas junto a isso, era também o desenvolvimento da minha técnica e das parcerias.
Meu entendimento sobre o trabalho era de construir um espaço de troca, que ia muito além dos consultórios. Obviamente, encontrei profissionais que entendiam o consultório como algo privativo, com sua forma de ver o mundo...
Mas eu seguia através disso. Os convidava a sair do seu conforto terapêutico para promover outro olhar, outra escuta, e os trazer questionamentos de uma aprendiz em desenvolvimento.
Com isso, tive acesso a grupos de recepção e escuta, psicoterapia direcionada a pacientes dependentes químicos, psicóticos graves, pacientes em ressocialização, neuróticos com queixas diversas, adultos, idosos, grupos de vida diária, trabalhos comunitários, residência terapêutica, entre vários outros lugares.
O que isso me ensinou? Em primeiro lugar, a ouvir além dos sintomas, considerando que ali existe uma história, a que sigo com a mesma curiosidade da juventude até hoje. Mas também a trocar conhecimentos.
Vejo muitos colegas fechados em suas "bolhas", geralmente, carregando "pré-conceitos" sobre o profissional de área correlata. A relação médico-psiquiatra, por exemplo, é uma das relações que entendo serem as mais valiosas para o paciente.
É uma pena que existam profissionais, tanto médicos, quanto Psicólogos que trabalham de forma quase unilateral, carregando uma bandeira daquilo que acreditam "curar". De um lado os que crêem que só o medicamento salva, e de outro, só a palavra.
Mas há que se pensar que cada caso é um caso, cada história uma história, cada organismo um organismo, então não é difícil pensar que cada tratamento um tratamento.
Por isso, continuo sendo adepta de bater à porta do colega, seja médico, ou outro profissional de saúde para compreender de que forma aquele paciente pode ser ajudado.
Infelizmente, nem sempre essa troca é possível, mas isso é um modo de funcionamento que acredito ser mais eficaz, e que pode ajudar muito o paciente.
Se quiser conhecer um pouco do meu trabalho, estou aqui!



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